DICA: Uma Década em 10 Filmes
- 19 de out. de 2016
- 3 min de leitura
Pegue sua pipoca e prepare-se para viajar em 10 anos de história!

Os fatos retratados nos filmes abaixo parecem tão atuais quanto na época de produção das obras. Seca, discussão religiosa e racial, corrupção, violência e até mesmo a ascensão de um gênero musical, tudo isso surgia de 2000 a 2010, e quem diria que se perpetuaria!
Seca e religiosidade
Realidade nada distante do Brasil. O Auto da Compadecida (dir.: Guel Arraes, 2000), obra de Ariano Suassuna, adaptada às telonas, tem como cenário a seca nordestina, destaca a figura do sertanejo e põe em xeque a fé e a discussão religiosa.
Discussão racial
Que o Brasil é um país miscigenado todo mundo já sabe. Discussão racial no país também não é novidade. Mas e a atribuição dada aos negros na tevê? A Negação do Brasil (dir.: Joel Zito Araújo, 2001) reflete o papel dos negros nas telenovelas por meio de uma viagem nesse universo, que desde muito cativa os brasileiros.
Minorias em foco
Mesmo em grande quantidade, o título de “favelado” no Brasil recebe um tom pejorativo. A pacificação dos morros era algo ainda em discussão quando Cidade de Deus (dir.: Fernando Meirelles e Kátia Lund, 2002) mostra o avanço da criminalidade na favela que dá nome ao filme e em mais outras duas: Cidade Alta e Nova Sepetiba. Os estrelatos das gravações dividiam o espaço com o narcotráfico que imperava nas comunidades.
Sistema prisional
Uma vez que a obra acima citada mostra a realidade de criminosos no seu campo de atuação, Carandiru (dir.: Héctor Babenco, 2003) mostra o que acontece com muitos infratores na realidade das cadeias. O HIV infestava as penitenciárias quando Dráuzio Varella se voluntaria a atender os presidiários e relata, sob um olhar humanizado, o cotidiano dos detentos no livro Estação Carandiru, que embasa o filme.
Música sertaneja
Enquanto a figura do sertanejo ganha destaque em O Auto da Compadecida, em 2 Filhos de Francisco (dir.: Breno Silveira, 2005) o gênero sertanejo é o foco. Sem perder a dramaticidade e o começo difícil da escalada para o sucesso, fatores que encantam o brasileiro, o sucesso nas bilheterias mostra a trajetória da dupla Zezé de Camargo e Luciano. Há resistências quanto ao gênero musical, mas o êxito na produção do longa é inquestionável.
Tradicional família brasileira
A grande família, como série, já era o típico retrato da família brasileira: o pai funcionário público, a mãe dona de casa e um casal de filhos. Quando foi parar nas telonas, A Grande Família (dir.: Maurício Farias, 2007), permanecendo com seus toques de humor, dá um ar diferenciado à conhecida trama, nisso destaca-se o pai de família politicamente correto, que fica completamente bêbado em cena. Que brasileiro, por mais correto que seja, não é chegado numa cachacinha?!
Volta o clima pesado
Os problemas do Brasil voltam a ser enfoque no cinema. Depois de mostrar a visão dos criminosos nas favelas (Cidade de Deus) e nas penitenciárias (Carandiru) é hora de mostrar a visão do BOPE em Tropa de Elite (dir.: José Padilha, 2008). E quando digo problema, refiro-me ao abuso de poder, corrupção, descumprimento de leis, torturas e execuções.
Primeiro Comando da Capital
Diversas obras aqui citadas destacaram ações de bandidos, da polícia e a realidade das cadeias. Salve Geral (dir.: Sérgio Rezende, 2009) mistura tudo isso. O trágico domingo de dia das mães de 2006, marcado pelos ataques do PCC inspira o enredo da trama.
Tentativa política
Lula não queria sair da vida para entrar na história como fez Getúlio Vargas. Preferiu sair da presidência e tentar fazer história por meio do cinema. Usando os méritos de começo difícil e vida simples, Lula - O Filho do Brasil (dir.: Fábio Barreto e Marcelo Santiago, produção em 2009, lançamento em 2010) retrata a trajetória do ex-presidente.
Corrupção
Outra realidade nada distante do Brasil. Tropa de Elite 2 - O Inimigo Agora é Outro (dir.: José Padilha, 2010) é bem diferente do primeiro filme do BOPE. Em época de eleições no Brasil tudo parece estar à venda, o clichê: “cada um tem seu preço” se confirma. O Capitão Nascimento sobe de cargo e chega a hora de bater de frente com a corrupção política norteada pela briga por dinheiro e poder.





















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