Educomunicação Como Possibilidade de Atuação Jornalística
- 12 de out. de 2016
- 2 min de leitura
O jornalista é um profissional que intervem na sociedade, a educomunicação é uma ferramenta poderosa para isso. Quer conhecer?

Segundo Miguel Carvalho (2014): “trata-se de um novo campo de intervenção social que pode agregar todos os profissionais que pretendem entender a educação dentro do ecossistema comunicativo”.
Maria Luiza Belloni, no livro O que é mídia-educação, relata que os avanços tecnológicos possibilitaram novas possibilidades de comunicação e informação, ao permitir maior interatividade, com isso, as mídias se tornaram mais invasivas. Desta forma, torna-se crucial o papel da mídia-educação ou educação para as mídias, que Belloni define como: “a preparação dos indivíduos para o exercício pleno da cidadania - direito a liberdade de expressão, acesso á informação e participação da vida cultural” (BELLONI, 2009).
Belloni ainda destaca a necessidade de comunicação educacional, que consiste no uso das mídias em situações de aprendizagem. Se há educação com as mídias, informação, ensino e conhecimento são garantidos, não apenas entretenimento. Se há educação para as mídias, estimula-se a criticidade e a necessidade de seleção perante o consumo midiático.
De acordo com o Núcleo de Comunicação e Educação da Universidade de São Paulo (NCE- USP):
Implementa programas de educação para as mídias.
Favorece a relação das pessoas com o sistema dos meios de comunicação.
Presta assessoria a educadores.
Áreas de atuação:
Consultor junto à escolas ou empresas
Pesquisador do aspecto educativo da produção midiática
Gestor de comunicação no espaço educativo
No que se refere à atuação do educomunicador no processo de produção de veículos e notícias escolares, o Portal Jornal Escolar, mantido pelo projeto Comunicação e Cultura do Ministério da Educação (MEC), orienta a não restrição aos gêneros jornalísticos.
Porém, é perceptível que em sua essência, as mídias escolares obedecem a padrões previstos também na atividade jornalística. Um bom exemplo disso é o fato de que a direção da escola dificilmente iria autorizar uma publicação que em algum aspecto criticasse negativamente a instituição, ou seja, há uma obediência aos interesses e regras, conforme afirma Freinet (1926): “São uma produção original que tem a partir de agora as suas normas e as suas leis, que tem é certo, as suas imperfeições, mas que apresenta também a vantagem histórica de abrir uma nova via de conhecimento”. Ismar de Oliveira Soares chama a atenção para o uso do rádio como veículo escolar: “Incluímos o rádio como recurso privilegiado, tanto como facilitador no processo de aprendizagem, quanto como recurso de expressão para alunos, professores e membros da comunidade”.
No que se refere a educomunicadores de destaque, há ainda uma pequena quantidade de profissionais, mas vale reafirmar a importância da colaboração de Ismar de Oliveira Soares, jornalista e pesquisador da inter-relação Comunicação e Educação. É interessante mencionar Antônia Alves, jornalista, educomunicadora, pesquisadora e professora, foi gestora de educomunicação e jornalismo no Portal Educacional Aprendaki e hoje mantém o blog Educomunicação.





















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